Emperraram-se as trancas. Hoje o ranjer das portas são como musica numa sala vazia. Não posso mais ver o horizonte, o sol para antes mesmo de chegar a minha janela.
O que me sobra é a busca do que sobrou das lembranças dos campos, hoje encendiados, que um dia admirei tanto. Nas galerias das minhas conquitas fica agora as fotos dos meus retalhos e a sala de visita cheia de gente é hoje aberta ao publico de marionetes sentados no sofá empoeirado num canto escuro onde o sol não chega. Pelo corredor vejo maquina de fotografar jogada na estante que um dia pode ajudar registrar coisas incriveis e hoje é fash de fazer replay. Dentro do quarto lenções velhos que cobrem a cama recaem sobre a cadeira da escrivaninha morbida e suja. Passos cabaleantes apagam as luzes de um abaju jogado ao chão que falha constantemente fazendo-se mais parecer com um farol a chamar desavisados para os corais. Uma porta é tudo que cepara sala de jantar e a cozinha cheias de remendos madeiras quebradiças e desgastadas que dobram-se com o passar dos tempos. Na sala de jantar emperrou-se as janelas e as travas não dispoêm de outro recurso para se manter abertas. Na cozinha a brisa adentrou pelos espaços entre-abertos das fendas da parede e encheu de areia as minhas cesta de frutas de cera.Uma torneita aberta e um balde vazio registro a falta d´água na minha morada que torna a cada dia mais escarsa prejudicando os jardins de bromélias que agora estão secando. Os meus alicesses que um dia foram fortes, estão a cada dia com mais fagulhas. Deduzo haver estrelas que do céu estão a cairr ... Vejo pela janela, as coisas que podeia ter feito indo embora.Mas nunca foram minhas, é do tempo tudo que corre ou vai embora. O tempo é o artigo intransponivel da minha paisagem. Tudo nele é constate e caminha rumo ao horizonte. Fica assim, cada vez mais destante de mim. Aprendi quando era pequeno, que não se pode para o tempo. Porque o tempo não se para, as horas é quem param, só para vê o tempo passar.Com o tempo, aprendi que o tempo que ser rei de tudo, e nada fogi aos seus passos desde a criança que vira homem e desde homem que fica velho.
Quando criança não pude entender o que realmente significava as coisas que um velho tentava me dizer, mas desde aquela época aprendi que o mundo dar voltas.E nesses momentos voltamos aos mesmos pontos de partida. Hoje, agora homem, estou no meio da jornada do meu tempo e posso ver que as coisas que costumavam se novas para mim envelheceram e até mesmo o jardim da minha infância virou o deserto das minhas lembraças.
Vi o tempo passar por mim, e os espelhos onde me vejo já não monstram mais a criança que um dia fui e sim o homem que me tornei. Ao velho queumdiatambémfoi jovem como eu tambémfui capaz de ser era sensato ao me dizer que o tempo passa para todos e todos ficam a ve-lo passar. Tolice é uma virtude dos desprelcupados para tentar parar o tempo nas postas dos ponteiros do relogio . Lá fora vejo o tempo indo embora. E embora o homem nasca criança, tem um dia a certeza que o rosto que vê é o mesmo agora mais velho.


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